Como o twenty one pilots se tornou o maior e mais rápido nome no rock?
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O portal de notícias AZ Central publicou uma review do show realizado pelo twenty one pilots na última terça-feira (26), no Talking Stick Resort Arena em Phoenix. Confira a tradução completa abaixo.

“Regional at Best”
Esse é o nome que Tyler Joseph e Josh Dun deram para o segundo álbum do twenty one pilots, no qual eles mesmo lançaram. Cinco anos depois, eles estão no Talking Stick Resort Arena em Phoenix como banda principal, conduzindo um público muito jovem em um espírito de “cante junto” após o lançamento do “Blurryface”, um álbum de platina, que estreou como número 1 na parada de álbuns da Billboard e que teve uma das maiores canções pop do ano passado, “Stressed Out”. Esse pode não ser um caso de sucesso do “dia para a noite”, mas eles estão definitivamente muito rápidos.

Misturar hip-hop, EDM, rock e reggae:
No papel, isso não faz sentido. Dois caras com balaclavas e ternos vermelhos (um, o baterista, outro, o vocalista que as vezes toca ukulele, as vezes toca piano) misturando hip-hop, EDM, rock e reggae com boas doses de um piano pop são, de repente, a banda com o crescimento/reconhecimento mais rápidos do rock moderno? Na prática, isso faz total sentido. Para alguns, as canções deles tocaram seus nervos. Isso fica estampado nos rostos dos fãs que cantam cada palavra, de “Can you save my heavy dirty soul?” até o refrão do mais hit deles – “Wish we could turn back time to the good old days / When our mama sang us to sleep / But now we’re stressed out.”. Vocês se lembram da indignação geral que rolou no começo dessa semana sobre uma menina procurando Pokemon no show da Beyoncé? Eu sinceramente duvido que tinha pessoas procurando Pokemóns neste show.

Outra chave para entender como eles ficaram tão grandes tão rápido é o modo como eles misturam esses gêneros é tão “sem-costura” que você nem mesmo vê os hífens. Eles são um “post-genre”, de certa forma – como o Gorillaz, mas mais novos e abençoados com a sensibilidade para o pop que faz com que eles administrem singles tão contagiosos quando “Heathens”. E a produção teatral deles é inegável. Vestir balaclavas com terno e gravata é uma jogada brilhante, isso funciona. Foi certamente uma imagem impressionante para dar início ao show com “Heavydirtysoul”, Dun batendo no ritmo enquanto Joseph cantava em um microfone suspendo em cima do palco, em certa parte se jogando no chão e ficando deitado um pouco mais para entreter o público com um efeito dramático. Três canções passaram, enquanto Joseph fazia mostrava seu talento no piano, alguém jogou um grande pano preto sobre o instrumento. Segundos depois, Joseph magicamente apareceu na multidão, onde ele tirou sua balaclava e cantou para provar que realmente era ele. Obviamente, a pessoa de balaclava no palco não era ele. Ou era?

Tirando a poeira de material mais antigo
Metade do show já tinha se passado, eles caminharam até o público em um pequeno palco na parte de trás do local para tirar a poeira de algumas canções antigas que são raramente tocadas, incluindo “The Pantaloon”, “Forest” e “March to the Sea”. Voltando para o palco principal, eles tocaram outro single, “Holding On To You”, no qual, durante a canção, o vocalista subiu em seu piano e começou a dançar. Eventualmente, Dun pensou sobre o assunto e se juntou a ele, fazendo um backflip de cima do piano, girando no ar como um gato.

Eles são capazes de fazer esse tipo de coisa, em parte porque enquanto eles tocam instrumentos, boa parte das músicas são canalizadas em permitir que eles saiam de lá sem pessoas de apoio para ficar no palco como uma dupla. E porque eles estão tocando para uma geração que cresceu assistindo artistas que performavam com “lip-sync”, auto-tune e samples, e ninguém pareceu se importar. Isso é tudo parte do show. E é um ótimo show. Depois de “Holding On To You”, eles trouxeram os membros do Mutemath e Chef’Special, as atrações de abertura, para um pequeno set de covers – “Twist and Shout,” “My Heart Will Go On,” no qual teve a participação de Dun no trompete, “Love Yourself” e “Jump Around,” no qual, um dos membros do Chef’Special, mostrou seu talento no breakdance.

“Nós amaríamos voltar”
Foi um jeito divertido de se despedir e um gesto amigável, depois que eles trouxeram ao um climax com sabor de reggae com “Ride”, um singalong vibrante em “Stressed Out”, “Guns For Hands” (no qual Joseph entrou em uma bola vermelha gigante e rolou sobre a multidão), “Tear In My Heart” e “Car Radio”, no qual terminou com Joseph na parte de trás da arena em uma pequena plataforma em cima do público. Eles voltaram para o palco para cantar duas canções, “Goner” e uma versão dramática e emocional de “Trees”, no qual o vocalista deixou o público tomar conta dos vocais em uma certa parte. Depois que ele começou “Trees”, Joseph encontrou uma oportunidade para dizer para o público como ele gostou de tocar em Phoenix e disse “eu quero que vocês saibam que, se vocês quiserem, nós amaremos voltar aqui”.

A julgar pelo modo que a multidão respondeu desde a hora em que eles subiram ao palco até as notas finais de “Trees”, eu tenho muita certeza de que esses fãs ficariam gratos que eles voltem (apesar de que, isso é só um chute, eles precisem de um local maior).

Por Ed Masley, editor do AZ Central.


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JOSH DUN / baterista
@joshuadun
TYLER JOSEPH / vocalista
@tylerrjoseph

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