twenty one pilots para a Alternative Press (parte 1)
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O twenty one pilots é capa da revista Alternative Press de janeiro de 2017 e conversou sobre assuntos importantes em uma entrevista pra lá de interessante.

Confira a tradução abaixo:

Na história da última capa do twenty one pilots para a AP, encontramos o duo em direção rápida ao sucesso que estão atualmente aproveitando. Poucos meses depois do lançamento do Blurryface, a banda aprendeu rapidamente que simples casas de shows e clubes não aguentariam a demanda dos fãs. Como resultado, Joseph e Dun estão se apresentando em lugares três vezes maiores do que as que estavam acostumados a tocar. O show que fizeram em sua cidade natal em Columbus em setembro do ano passado se expandiu dramáticamente, com a banda vendendo os 18 mil ingressos do Schottenstein Center. Até agora, muito bom…
Ou seria até agora, bom demais? Na capa daquela mesma edição, o texto dizia, “O Sucesso Irá Aterrorizar o twenty one pilots?” Dada a grande quantidade de emoção positiva acontecendo no mundo deles, parecia inevitável que a ansiedade, preocupação e o medo desprezível de Joseph e Dun explorados em serviço de sua arte teria retrocedido significativamente. Vamos encarar: Ter um monte de shows esgotados em diversos continentes certamente acabaria com qualquer problema de  confiança que você poderia ter. Mas novamente, esta é a história do twenty one pilots.
Eu pessoalmente pensei que chegaríamos a um ponto em que não me sentiria desse jeito,” fala Dun, tranquilizando a pergunta com sua própria visão do mundo. “Quando eu entrei no local que tocamos hoje, fiquei impressionado. Nunca tínhamos tocado em uma casa de show deste tamanho na Europa, e foram sentimentos como esse que me deixaram nervoso novamente. Eu acho que pode ser algo que nunca vai embora, ou um sentimento que apenas não se torna normal. O que é bom, entretanto: Mantém a mim e Tyler focados e trabalhando para manter a integridade do nosso show. Eu não acho que esse sentimento tenha ido embora – ou irá.”

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A razão pela qual esse sentimento não foi embora ainda é porque estamos tentando mudar as coisas,” diz Joseph, previsivelmente subestimando o sucesso do TOP com seu lembrete pessoal de que continua tendo trabalho a fazer. “Nós passamos as duas últimas noites debatendo novas ideias, coisas que talvez nunca tenham sido feitas antes utilizando produção e tecnologia. Ultimamente, é um ponto de visão artístico que queremos tentar para introduzir algo novo quando se tratam de shows ao vivo.
Estes são os momentos quando tentamos fazer algo novo, que tenho esse sentimento de que, ‘Isto pode falhar completamente. Isto pode não funcionar mesmo,” ele continua.

Isso é realmente animador e traz nervosismo, com todas as suas emoções e sentimentos. Os melhores momentos são quando acontece exatamente como você viu na sua cabeça. Continuar tocando essas músicas que não estão no Blurryface, mas tentando surgir com uma nova maneira de apresentar isso ou em alguns momentos diferentes do show. E isso que me motiva. Quanto mais fazemos isso, mais esse sentimento antigo de nervosismo estará por perto por um tempo. Eu acho que Josh irá dizer que existe muito controle na minha parte.” Depois de alguns segundos, ele vira para seu melhor amigo. “Josh? Sim? Não?”

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Eu acho que em um bom sentido,” Dun imediatamente responde de volta, falando de uma maneira mais clínica que seu humor usual. “Desde o ínicio, éramos Tyler e eu no porão criando faixas e tentando descobrir como a vida parecia, e estando no controle de todo o processo. O que eu sinto que ainda estamos – Tyler continua muito próximo destas coisas. Muito disso [problemas de controle] está garantindo que é o show que queremos que seja. Quando voltarmos aos Estados Unidos, fará um ano da mesma turnê. Então por mais que mantenhamos isso em mente, há fãs por aí que estiveram esperando por um ano inteiro e precisamos mudar, adaptar, crescer e expandir o que estamos fazendo para nós mesmos também.”

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O sucesso do twenty one pilots tem se manifestado em mais que lucro financeiro e de celebridades. E tudo isso graças aos fãs. Agora, toda banda no mundo, de milionários lotadores de estádios até sinceros caras punk com cortes de cabelo de cavaleiros buscando cerveja e dinheiro para a gasoline, lhe dirão que os fãs são tudo. Mas para Joseph e Dun, os fãs são o show. Porque o duo usa faixas como backing que escreveram e programaram para seu show ao vivo, não existe muito espaço para improviso ou acidentes felizes. As canções irão continuar a mesma toda noite. Mantendo os fãs (aka a poderosa Skeleton Cique) envolvidos, TOP tem criado uma performance que todos em ambos os lados do palco conseguem lembrar. Você não pode ensaiar coisas como a hamster ball de Joseph correndo pela plateia, ou “a ilha de bateria” de Dun, onde os fãs o seguram e um suporte de bateria fica em cima da plateia. TOP involuntariamente inventou o conceito de “improvisação da plateia” com resultados impressionantes.
“O momento mais emocionante no set são os que envolvem a plateia, porque este é o fator toda noite,” diz Dun. “Quando esses momentos estão acontecendo, parece como uma vitória – porque nós estamos fazendo algo que não conseguimos sozinhos. Qualquer banda que vai ao palco quer conseguir uma reação do público. Mas ir ao próximo passo e ter a plateia participando  de verdade no show e nos ajudando a alcançar isso é emocionante. Nós tocamos essas músicas centenas de vezes: Essas coisas extras que fazem a diferença do último fazem desta uma experiência agradável.”

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Joseph se torna notavelmente animado quando comparando a fisicalidade de um show no palco com uma forma de improviso. “Vamos tirar isso do caminho: Não estaríamos aqui sem nossos fãs. Nós somos muito cientes disso, e amamos provar à eles que literalmente não podemos fisicamente fazer isso sem vocês. E isso requere que nós fisicamente fiquemos perto deles e – o máximo legalmente possível – nos apoiando neles para nos ajudar a alcançar um tipo de façanha ou uma experiência visual que se transforma em uma experiência física. O momento mais emocionante do show é quando podemos provar a eles que literalmente não seríamos capazes de fazer isso sem eles.”

Confira a segunda parte da entrevista para a Alt Press em breve em nosso site.


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JOSH DUN / baterista
@joshuadun
TYLER JOSEPH / vocalista
@tylerrjoseph

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