twenty one pilots lembra início da banda na edição de fevereiro da Rock Sound
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O twenty one pilots é capa (e conteúdo) da edição de fevereiro da revista inglesa Rock Sound. Em uma das matérias a banda fala sobre o início da carreira, quando tocavam para um público muito pequeno e que alguns momentos serviram para descobrir quem eles eram como banda e artistas.

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“Nós falamos muito sobre nosso início nas entrevistas”, reflete Josh. “Nós falamos sobre tocar nos shows e não ter literalmente a mínima ideia de quantas pessoas iriam aparecer. Às vezes poderiam ser 30, outras vezes 100 – nós honestamente nunca sabíamos. Estar na posição em que estamos agora onde nós sabemos quantas pessoas estarão lá – e está aumentando em grande número – é muito legal. Ver pessoas em outros continentes, a milhares de milhas de casa, sendo tão envolvidas com esta banda… Não poderíamos pedir por mais nada.”

Claro, nem sempre foi desse jeito. Pergunte para o duo qual o menor número de pessoas que estiveram presentes em um show do twenty one pilots e eles responderão imediatamente e em único som: duas.

“Eles eram jornalistas de um jornal universitário,” ri Josh, “Nós fizemos uma entrevista com eles um dia antes do show – eu acho que foi em Arkansas – e na noite do show eles eram as únicas pessoas lá. É estranho, mas eu posso honestamente dizer que fizemos exatamente o mesmo show que faríamos se tivessem milhares de pessoas lá.”

“Teve outro show como esse,” adiciona Tyler, “Foi em Buffalo, Nova Iorque, e nós tocamos somente para outra banda. Tecnicamente você pode dizer que tinham cinco pessoas lá, mas realmente não tinha ninguém – ninguém pagou para entrar. Aquela banda ficou em desvantagem, porque quando nós os assistimos tocar, eles estavam tocando somente para duas pessoas!”

Como retrospectiva é fácil rir e falar tranquilamente sobre essas ocasiões, mas como alguém que teve essas experiências em uma banda em qualquer nível vai dizer a você, perceber a falta de interesse pode ser difícil de aceitar. “É difícil olhar quase ninguém indo ao seu show e se sentir encorajado,” admite Tyler. “Não é exatamente algo que faz você sentir como se estivesse progredindo.”

“Eu sei, embora, Josh e eu estivéssemos melhorando a cada noite,” ele continua. “Nós precisávamos daqueles shows e daqueles momentos para descobrir quem nós éramos como banda e como artistas. De um jeito estranho, aqueles shows acabaram sendo alguns dos meus favoritos, porque se você está na frente de cinco pessoas, você tem a oportunidade de animar essas pessoas. É como, ‘se eu vou tocar para cinco pessoas, vou surpreendê-los totalmente!’ Eu fico animado sabendo que essas pessoas estariam lá sentindo que tudo que estaríamos prestes a fazer, seria apenas para eles.”

De alguma forma, é um pouco difícil ter motivação para um show agora do que era antes?

“Estou inclinado a dizer que sim, mas eu quero ser bem claro quanto ao por quê.” expressa Tyler. “Agora sempre que está se aproximando da hora do show e eu estou cansado, doente, sem forças, ou uma combinação de tudo, e quando eu penso em antes, eu nunca sentia essas coisas. Nenhuma vez eu senti isso quando estávamos tocando para poucas pessoas. Não estou dizendo que eu nunca conscientemente fiz um show ruim, ou que não me importo com a nossa performance, mas é diferente agora, de alguma forma. Eu sinto coisas agora que eu e nunca senti quando nós tocávamos para cinco pessoas.”

O que você acha que as pessoas que te viram antes pensam agora, olhando para tudo que a banda tem feito recentemente?

“Na verdade nós encontramos um deles não faz muito tempo,” revela Josh. “A poucos anos atrás nós fizemos um show em Indiana e ficamos na casa desta criança depois – lembro que o porão era coberto de mercadorias da coca-cola. A umas semanas atrás eu o vi em um show e ele estava falando sobre o quão legal é ver que a banda cresceu desde então. Há definitivamente uma real sensação de orgulho com ele, e com outros que nos viram antes. É quase como se todos de antes se tornassem nosso street team.”

“Existem muitas pessoas como essas.”, adiciona Tyler. “Pessoas que nos ajudaram e apoiaram, que merecem curtir com a gente e estar em todos os shows de graça. Às vezes eu queria que pudesse apertar o pause e ter tempo para agradecê-los. Bem agora tudo está indo a milhões de milhas por hora; isso pode ser difícil. Às vezes eu me sinto mal porque eu quero das às pessoas mais do que posso.”


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JOSH DUN / baterista
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TYLER JOSEPH / vocalista
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