Em entrevista à rádio ALT 98.7, Josh Dun explica o conceito de Blurryface, fala sobre tocar em festivais e ser competitivo
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Na primeira parte da entrevista à rádio ALT 98.7, Josh falou sobre o significado de Blurryface, o processo de criação musical e de Tear In My Heart.

Na segunda parte, Josh segue falando de Blurryface, peculiaridades e fanbase da banda, sobre tocar em festivais e ser competitivo.

Josh Dun: Eu não diria que é um álbum conceitual, mas é meio que um tema que envolve todas as músicas e… isso já foi feito antes, mas nós escutamos algumas dessas músicas e Blurryface está personificada na música como um tom baixo de voz. Então em Fairily Local existe uma parte que há esse tom baixo de voz que é exatamente o Blurryface enfeitando a música.

Andy Harms: Isso é super legal. Eu me lembro da primeira vez que eu ouvi a canção, ou talvez a segunda vez, e então eu perguntei ao Mark tipo “wow, quem eles convidaram nessa música?”

Josh Dun: Sim, sim… Algum cara mais legal que a gente.

Andy Harms: Isso é muito muito legal, ouvir como você descreve esses sentimentos, tentar agradar aos primeiros fãs que são os mais orais e algumas vezes os mais críticos. E algumas das vezes as bandas não são cuidadosas, ouvindo apenas as vozes que os previnem de crescer, eu posso imaginar que isso poderia ser uma luta.

Josh Dun: Eu acho que ter todas essa vozes, que talvez nos joguem em diferentes direções é… muita pressão. Realmente, no final do dia criando um álbum que eu queria escutar e repetir no meu iPod e eu acho que pra mim é a combinação perfeita do que nós queremos fazer. Por que as vezes eu tenho essa sensação de que as bandas se fecham a essas coisas e ficam tipo “ok, estamos cheios de ligar para o que as pessoas pensam, então vamos fazer qualquer coisa louca”. Esses álbuns que geralmente não são bem cuidados.

Andy Harms: (risos) Sim.

Josh Dun: Tipo, se importem comigo, se importem com o que eu quero escutar!

Andy Harms: É evidente que vocês se importam com as pessoas que escutam a sua música e é muito evidente que as pessoas que se importam com a sua música não são apenas picaretas, que irão parar de repente. “Aqui está mais uma música, e tanto faz” elas são muito apaixonadas, elas são completamente afim disso. Existe alguma coisa que você poderia atribuir esse nível de fanatismo ou a razão das pessoas serem tão apaixonadas pela sua banda, quando outra banda é apenas uma banda legalzinha, e tanto faz?

Josh Dun: Além de que nós somos os melhores, eu não sei.

Andy Harms: (risos) Bem colocado!

Josh Dun: Não… meio que toda noite eu falo com pessoas que vem ao meu encontro e voltando a falar de mensagens e letras, e como as pessoas recebem essas coisas. E eu não sei o que é. Eu escuto tantas bandas e músicas diferentes que tocam na rádio que falam sobre a garota que eles se apaixonaram quando tinha 17 anos, e você consegue se conectar com isso até um certo ponto. Mas as vezes existem coisas mais profundas das quais as pessoas querem pensar sobre, e essas são as coisas que nós pensamos, e tentamos falar sobre de um jeito que não seja desconfortável. Mas sabe, tentando ter afeição ou ser delicado com a canção.
E nós nunca soubemos se isso iria funcionar, mas nós temos visto pessoas realmente reagir a isso das maneiras mais loucas possíveis. Isso é muito maior do que dois caras no palco.

Andy Harms: Nós não podemos esquecer do quão trabalhadores vocês são também. Não é como se vocês viessem do nada, tivessem uma música que tocou de repente na rádio centenas de vezes por semana, e então as pessoas gostaram da banda. Vocês fizeram as coisas certas para construir uma base sólida e real. Entraram na sua van e tocaram em shows sendo eles em Columbus ou em qualquer parte que cerque Columbus. E unificando esse trabalho todo a uma grande base de fãs, é assim que faz e é assim que se tem fãs tão apaixonados. E é assim que se mantém uma banda por tanto tempo, e isso é algo que vocês dois tem feito muito muito bem. É muito louvável.

Josh Dun: Obrigado. Eu sempre digo que eu não acho que exista uma maneira certa ou errada de se fazer, por que realmente não existe uma fórmula. Mas, desde o começo nós tínhamos bem claro em nossas cabeças que “ok, hoje estamos tocando na frente de 5 pessoas e metade delas está assistindo o futebol no bar, então vamos tentar conseguir a atenção deles pata talvez gostar de nós, colocando tanta energia nisso quanto conseguirmos”. Acho que eu tenho visto isso ser retribuído.

Andy Harms: Bom. Quais são seus planos agora que o álbum está saindo, dia 19 de maio, e temos também o primeiro single oficial, pra onde vocês vão?

Josh Dun: Já que nós estivemos no estúdio por tanto tempo, nós meio que temos que sentar e ensaiar. Provavelmente por uma semana e meia nós vamos sentar num espaço para ensaiar e passar por todas essas coisas. Mas antes disso eu vou correr um pouco porque tenho comido mal. E você falou do processo todo, então nós meio que temos colidido com alguns festivais que eu e Tyler gostaríamos de ir. Nosso nome está em flyers e nós amamos festivais. O verão é nosso momento preferido pra ir tocar nesses lugares. Tyler jogava basquete no ensino médio, e começou com a música um pouco mais tarde, então meio que trás esse estilo competitivo para o mundo da música. E festivais, não importa o que qualquer banda disser, é um lugar competitivo.

Andy Harms: Eu ía dizer, amigavelmente ou não, se existe alguma banda em específico que vocês tem algum tipo de competição?

Josh Dun: É… essa é uma boa pergunta. Eu não sei. Eu colocaria Tyler aqui para responder isso, por que ele é o cara dos esportes competitivos. Eu faço mais o tipo “hey, amo vocês caras!” Eu sou competitivo com certeza, pelo fato de que eu só quero ganhar. Mas eu acho que existem bandas que eu gostaria de ser parceiro.

Andy Harms: Legal. Maneiro, maneiro! Bom, parabéns em tudo Josh.

Josh Dun: Obrigado.

Andy Harms: Obrigado por tirar um tempo para vir aqui, falar da sua nova música. Aquela coisa de Blurryface explode a minha mente. Uma ótima ideia com certeza. E esperamos ansiosamente por vocês este outono, no Greek, de volta a Los Angeles. Então até lá tenham um super divertido e seguro verão. E parabéns pelo álbum.

Josh Dun: Obrigado.

Fonte: ALT 98.7 Los Angeles
Tradução e adaptação: Bianca Pagliarini e Clairton Rodrigues – Equipe Twenty One Pilots BR


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JOSH DUN / baterista
@joshuadun
TYLER JOSEPH / vocalista
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