Josh Dun fala sobre Blurryface, Tear In My Heart e processo criativo em entrevista à ALT 98.7
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Josh Dun concedeu uma entrevista à Andy Harms da rádio ALT 98.7 e soltou o verbo falando sobre o que está por vir em Blurryface, processo de criação e gravação de Tear In My Heart, a experiência de tocar em festivais e mais! Confira abaixo a tradução completa da primeira parte (de duas) da entrevista.

Andy Harms: Estou aqui com o Twenty One Pilots, que está lançando tecnicamente seu 4º álbum, o segundo produzido pela Fueled by Ramen. É assim que vocês classificam?

Josh Dun: Quando falamos sobre, nós falamos mais como nosso 2º álbum.

Andy Harms: Você precisa esclarecer isso, por que os fãs mais fervorosos me perseguiram e eu sinto que quando falamos de Twenty One Pilots é isso que encontramos: os fãs fervorosos e muito apaixonados, que vamos falar em poucos instantes. Mas nós temos aqui Josh, o baterista do Twenty One Pilots, para falar do novo álbum e tudo que vem acontecendo com a banda. Obrigado por estar aqui.

Josh Dun: Cara, estou muito feliz de estar aqui.

Andy Harms: Sim, é demais. Você disse que vive a 16 minutos daqui.

Josh Dun: Sim, eu levei 16 minutos para dirigir até aqui, então, por que nós estávamos falando de fazer alguma coisa pelo telefone e eu estava tipo “por que eu só não vou até lá?” Sabe, podemos falar cara a cara e ter uma amizade verdadeira.

Andy Harms: Amei isso. Você pode aparecer por aqui sempre que quiser.

Josh Dun: Legal.

Andy Harms: Vamos primeiro levar em conta o Tyler, que recém se casou certo?

Josh Dun: Sim, Tyler está de folga em Fiji, algo assim, não sei. Mas sim, ele recém se casou e eu torço por ele, então é por isso que ele não está aqui e eu sou o único presente.

Andy Harms: Como foi o casamento?

Josh Dun: Foi impressionante! Foi um casamento legal. Algumas vezes eu não gosto de estar em casamentos, apenas por que eu fico parado lá o tempo todo e eu meio que quero só assistir e que acabe logo. Mas foi ótimo, eu amei.

Andy Harms: Legal. Tyler, se você estiver escutando, ou ouvir isso algum dia, parabéns. Vamos falar de música! Blurryface, o nome do álbum, quero saber tudo. Como a história desse álbum é contada.

Josh Dun: A história não foi contada. Essa é a primeira vez. Sério, é interessante. Eles dizem que você tem sua vida toda para gravar seu primeiro álbum, e talvez um ano, ou até menos, para gravar o segundo CD. Então… nós colocamos a venda nosso primeiro álbum oficial pela Fueled by Ramen em 2012. E desde que colocamos ele a venda nós já estávamos constantemente na estrada. O que é, você sabe, é ótimo. Acho que o sonho de qualquer banda é tocar sua música o máximo possível. Então viajamos por aí e eventualmente nós meio que começamos a brincar no fundo de nosso ônibus, onde nós podíamos sentar e trabalhar em algumas coisas, transformá-las em demos e tentar chegar o mais perto possível do produto final. Nós acabamos a turnê provavelmente no final de novembro, fomos ao estúdio por mais ou menos 2 ou 3 meses levando todas essas coisas que estivemos trabalhando, os demos e coisas assim, e então trouxemos a vida, eu acho. E trabalhamos com maravilhosos produtores, muito divertidos e experientes, por que o último foi como uma primeira experiência real para nós dois no estúdio, então dessa vez nós nos sentimos um pouco mais confortáveis, um pouco mais em casa, e sim, foi muito legal. Então agora aqui estamos, não muito longe de lançar essas músicas, e como eu estava dizendo antes aqui, é uma tortura. Por que é tipo, quando nós começamos nós meio que gravávamos uma música, ou mais umas juntas, escolhíamos 12 de umas 14, e então jogávamos no Youtube ou no iTunes. E aí era tipo “está pronto, vamos mostrar aos nossos pais e amigos”.

Andy Harms: Claro, com certeza.

Josh Dun: Agora, há muito mais estratégia envolvida, e uma aproximação diferente. Agora temos de ser pacientes, temos de esperar alguns meses para ter tudo, e onde cada coisa deve estar. Eu acho que ainda está na fase de mixar e masterizar. Então, eu estou todo dia tipo “ok, vamos lá, eu quero que pessoas ouçam isso”. Por que eu quero ouvir a reação das pessoas. Eu fico muito nervoso.

Andy Harms: Tearing my heart? (partindo meu coração)

Josh Dun: Sim, tearing my heart.

Andy Harms: Não tear in my heart? (rasgue no meu coração)

Josh Dun: Não tear. (rasgue)

Andy Harms: Hoje nós vamos saber a história por trás dessa música. O significado por trás dessa música. O motivo dela ter sido gravada.

Josh Dun: Sim, duas coisas interessantes sobre ela. A primeira, essa música, é, eu acredito que seja a primeira vez que Tyler escreveu uma música sobre uma garota. É meio que uma música de amor. E acredito que seja o mais próximo do que chegaremos de uma música sobre amor.

Andy Harms: Eu presumo que é para sua noiva, agora esposa, ou outra pessoa?

Josh Dun: Sim, sim, é definitivamente sobre ela. Eu acho que tanto eu quanto ele estamos na mesma página sobre escrever sobre garotas do passado, ou uma garota que no futuro poderia ser uma garota do passado. Você vê bandas e o resto de suas carreiras cantando sobre garotas que eles gostavam quando tinham 17 anos, sabe, e eu não quero estar pensando nela o resto da minha vida. Então, nós fomos grava-la, e essa é na verdade a primeira música em que Tyler e eu estávamos na mesma sala, no mesmo exato momento, tocando simultaneamente. Então, ele tocando piano e eu tocando bateria ao mesmo tempo. Nós queríamos capturar a vibe, meio que como se estivéssemos sentados num ensaio da banda ou apenas tocando juntos. Uma espécie de sentimento cru e não existe uma tonelada de produção nela. Há muitos instrumentos ao vivo e então um sintetizador, que foi a primeira vez que aprendemos a usá-lo.

Andy Harms: Demais!

Josh Dun: Sim, eu gosto muito dessa música. Mas eu nunca sei como falar da minha própria música. Eu acho que eu irei me classificar como fã da minha própria banda, então se eu disser coisas que são muito positivas sobre a minha banda, é por que essa é a minha parte fã falando.

Andy Harms: Isso é ótimo. Isso é super bom. Você acha que a interpretação das pessoas sob as suas músicas diferem do que elas realmente significam pra você?

Josh Dun: O tempo todo. Mas eu acho que isso que é tão legal nesse tipo de arte em geral. Seja uma música ou um filme, ou só uma pintura… como ir ao cinema, ou um ótimo filme, o que você pensa sobre é sempre diferente, suas conclusões… e o mesmo com a música. Eu faço muito isso. Quando me junto com amigos, nos sentamos e falamos sobre letras e ideias de músicas, e cada um pode ter sua interpretação de uma maneira diferente. O que eu acho que é muito legal é ver como isso ressoa nas pessoas, e para mim, enquanto eu estava crescendo, a música foi como uma terapia. E eu tenho levado algumas bandas e artistas, e realmente tirei minhas próprias coisas deles, ou tirando minhas próprias lições de suas canções e aplicado a minha própria vida. Acho que isso é tão legal disso tudo e é pra isso que serve.

Andy Harms: Você é um cara das letras, ou um cara das melodias?

Josh Dun: Ah cara…

Andy Harms: Em princípio…

Josh Dun: Eu toco bateria na banda, então a primeira coisa que eu realmente faço é ouvir a batida. É a primeira coisa que eu escuto.

Andy Harms: Sim, claro!

Josh Dun: Eu nem sei metade das letras das nossas músicas.

Andy Harms: Eu acho o seguinte: as pessoas estão interessadas na história que a música irá contar com a letra ou você acha que elas se focam na melodia?

Josh Dun: Você devia ter visto ontem, quantas bandas, artistas e músicas que estão por ai, que eu estou constantemente no Spotify, tentando achar coisas novas, e eu sempre penso “o que causaria em alguém que o fizesse parar na minha banda?” Eu tenho meio que um valor repetido. Por que, leva… eu processo de maneira diferente, que eu acho que começa com a batida primeiro , eu gosto de dissecar isso. E depois provavelmente as letras vem depois disso. Mas eu acho que a questão principal do que eu estou dizendo, é que eu preciso ouvir múltiplas vezes, e viver com … geralmente o álbum todo. Mas mesmo uma música, eu preciso ouvi-la repetidas vezes, e chegar ao ponto onde a letra e a mensagem estão sincronizadas. E eu sei que as pessoas processam diferente, mas é assim pra mim, então demora um pouco pra até tira a mensagem da música e torna-la minha.

Andy Harms: Claro.

Josh Dun: Mas eu também tenho este forte sentimento, ou espero , que então assim eu possa criar algo que as pessoas possam querer ouvir mais de uma vez e dissecar.

Andy Harms: De onde surgiu o título do álbum Blurryface?

Josh Dun: Ah, esse é uma boa pergunta, por que acho que tem haver com o que eu estava falando. Então, Blurryface é este… é na verdade um personagem que meio que vem de… gostamos de dizer de uma dimensão alternativa… Essa é uma maneira bem dramática de dizer.

Andy Harms: Claro.

Josh Dun: Meio que representa as inseguranças que todos temos, e eu acho que particularmente o título do álbum é chamado assim por que nós estamos no meio de expectativas, sejam elas nossa base de fãs, que é mais velha e que está conosco desde o primeiro dia, particularmente pessoas que eu tenho em mente que vinham aos nossos shows. E também a nova geração, tem nossos familiares, e há a gravadora, e então a rádio e todas essas diferentes necessidades, ou então esperanças que esperam que nós sigamos nesta direção. Pessoalmente nós queremos crescer como banda e fazer um álbum que é melhor que o último. Mas não queremos ir muito longe onde as pessoas achem tão diferente que elas não gostem.

Andy Harms: Sim.

Josh Dun: O que eu tenho visto bandas fazerem. Então, representa muitas dessas inseguranças e dúvidas que todos temos.

Fonte: ALT 98.7 Los Angeles
Tradução e adaptação: Bianca Pagliarini e Clairton Rodrigues – Equipe Twenty One Pilots BR


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JOSH DUN / baterista
@joshuadun
TYLER JOSEPH / vocalista
@tylerrjoseph

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